sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"ANTE O SUBLIME"


“Não faças tu comum o que Deus purificou.”
(Atos dos Apóstolos, 10:15)

"Existem expressões no Evangelho que, à maneira de flores a se salientarem
num ramo divino, devem ser retiradas do conjunto para que nos deslumbremos ate o
seu brilho e perfume peculiares.
A voz celeste, que se dirige a Simão Pedro, nos Atos, abrange horizontes
muito mais vastos que o problema individual do apóstolo.
O homem comum está rodeado de glórias na Terra, entretanto, considerase
num campo de vulgaridades, incapaz de valorizar as riquezas que o cercam.
Cego diante do espetáculo soberbo da vida que lhe emoldura o
desenvolvimento, tripudia sobre as preciosidades do mundo, sem meditar no
paciente esforço dos séculos que a Sabedoria Infinita utilizou no aperfeiçoamento e
na seleção dos valores que o rodeiam.
Quantos milênios terá exigido a formação da rocha?
Quantos ingredientes se harmonizam na elaboração de um simples raio de
sol?
Quantos óbices foram vencidos para que a flor se materializasse?
Quanto esforço custou a domesticação das árvores e dos .animais?
Quantos séculos terá empregado a Paciência do Céu na estruturação
complexa da máquina orgânica em que o Espírito encarnado se manifesta?
A razão é luz gradativa, diante do sublime.
Não te esqueças, meu irmão, de que o Senhor te situou a experiência
terrestre num verdadeiro paraíso, onde a semente minúscula retribui na média do
infinito por um e onde águas e flores, solo e atmosfera te convidam a produzir, em
favor da multiplicação dos Tesouros Eternos.
Cada dia, louva o Senhor que te agraciou com as oportunidades valiosas e
com os dons divinos.
Pensa, estuda, trabalha e serve.
Não suponhas comum o que Deus purificou e engrandeceu."

("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

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