terça-feira, 12 de junho de 2012

"VOCÊ E NÓS"




"Espíritos eternos, estamos hoje no ponto exato da evolução para o qual nos


preparamos, com os recursos mais adequados à solução de nossos problemas e

tarefas, segundo os compromissos que abraçamos, seja no campo do progresso

necessário ou na esfera da provação retificadora.

Achamo-nos com os melhores familiares e com os melhores companheiros que a

lei do merecimento nos atribui.

À vista disso, permaneçamos convencidos de que a base de nossa tranqüilidade

reside na integridade da consciência; compreendamos que todas as afeiçõesproblemas

em nossa trilha de agora constituem débitos de existências passadas,

que nos compete ressarcir, e que todas as facilidades que já nos enriquecem a

estrada são instrumentos que o Senhor nos empresta, a fim de utilizarmos a

vontade própria, na construção de mais ampla felicidade por vindoura e

entendamos que a vida nos devolve aquilo que lhe damos.

Na posse de semelhantes instruções, valorizemos o tempo, para que o tempo nos

valorize e permaneçamos em equilíbrio sem afetar aquilo que não somos, em

matéria de elevação, conquanto reconhecendo a necessidade de aperfeiçoar-nos

sempre.

Se errarmos, estejamos decididos à corrigenda, agindo com sinceridade e

trabalhando fielmente para isso.

Você e nós estejamos convencidos, diante da Providência Divina, que possuímos

infinitas possibilidades de reajuste, aprimoramento, ação ou ascensão e que

depende, tão somente de nós, melhorar ou agravar, iluminar ou obscurecer as

nossas situações e caminhos."

(André Luiz, na obra "Coragem", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 9 de junho de 2012

"PREVENÇÕES"

"No capítulo dos sofrimentos voluntários, se somássemos os problemas, conflitos,
obstáculos e tribulações decorrentes da prevenção que alimentamos habitualmente contra
aquilo que os nossos irmãos estejam pensando ou poderiam pensar, decerto que
chegaríamos a conclusões espantosas acerca de aflição desnecessária e tempo perdido
* * *
Oponhamos o bem ao mal e deixemos aos outros a faculdade de serem eles mesmos.
* * *
Esse amigo ter-nos-á omitido o nome para determinada manifestação de alegria...
Outro companheiro nos haverá negado a saudação que lhe endereçamos com frase
amistosa...
Pessoa querida passou indiferentemente por nós com o semblante carregado de
preocupação ou azedume...
Certo colega terá erguido demasiadamente a voz, ferindo-os a sensibilidade, por
bagatelas...
E caímos nos excessos de imaginação, fantasiando ofensas que não existem.
* * *
Aprendamos a considerar quem tanto quanto nos acontece, os outros também podem
sofrer lapsos da memória, contrariedades imanifestas, inquietações e doenças.
E lembremo-nos: toda vez que descambamos para semelhantes desequilíbrios, somos
igualmente capazes de esquecer ou ferir, sem participação de nossa vontade.
* * *
Evitemos a prevenção no cotidiano, a fim de que a nossa vida encontre o máximo de
rendimento no bem.
* * *
Confiança em Deus.
Consciência tranqüila.
Dever cumprido.
Trabalho à frente.
E, fazendo todo o bem que se nos faça possível, por todos os modos justos, em todas as
ocasiões, com todos os recursos ao nosso alcance e para com todas as criaturas, nunca
nos previnamos contra quem quer que seja, porque os pensamentos dos outros
pertencem a eles e não a nós."

("Rumo Certo", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

"AMOR E TEMOR"

"O perfeito amor lança fora o temor".
(I JOÃO, 4:18.)
 

"Para que nossa alma se expanda sem receio, através das realizações que o Senhor
nos confia, não basta o imperfeito Amor que estipula salários de gratidão ou que se isola
na estufa do carinho particular, reclamando entendimento alheio.
É necessário rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende
sem distinção.
O imperfeito Amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros, é quase
sempre o egoísmo em disfarce brilhante, buscando a si mesmo nas almas afins para
atormentá-las sob múltiplas formas de temor, quais sejam a exigência e o ciúme, a
crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e da frustração.
O perfeito Amor, contudo, compreende que o Pai Celeste traçou caminhos infinitos
para a evolução e aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos
e que amar significa entender e ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações
queridos, no degrau de luta que lhes é próprio.
Para que te libertes, assim, das algemas do medo, não basta te acolhas no anseio
de ser ardentemente querido e auxiliado pelos outros, segundo as disposições do Amor
incompleto.
É indispensável saibas amar, com abnegação e ternura, entre a esperança
incansável e o serviço incessante pela vitória do bem, sob a tutela dos quais viverás
sempre amando, segundo o Amor equilibrado e perfeito pela força Divina que nos ergue
triunfante, dos abismos da sombra para os cimos da luz.
"

("Palavras de Vida Eterna", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

"CAPACETE DA ESPERANÇA"

“Tendo por capacete a esperança na salvação.”
Paulo (I Tessalonicenses, 5:8)
 
"O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa a sede de manifestação
ao pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura
do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação.
Se o sentimento, muitas vezes, está sujeito aos ataques da cólera violenta, o
raciocínio, em muitas ocasiões, sofre o assédio do desânimo, à frente da luta pela
vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum.
Raios anestesiantes são desfechados sobre o ânimo dos aprendizes por
todas as forças contrárias ao Evangelho salvador.
A exigência de todos e a indiferença de muitos procuram cristalizar a
energia do discípulo, dispersando-lhe
os impulsos nobres ou neutralizando-lhe
os
ideais de renovação.
Contudo, é imprescindível esperar sempre o desenvolvimento dos
princípios latentes do bem ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em
todas as direções.
É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que
não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes,
com a mesma expectativa do floricultor que conta com revelações de perfume e
beleza no jardim cheio de ramos nus.
É imperioso reconhecer, todavia, que a serenidade do cristão nunca
representa atitude inoperante, por agir e melhorar continuadamente pessoas, coisas e
situações, em todas as particularidades do caminho.
Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora. Chapéu,
quase sempre, indica passeio, descanso, jazer, quando não defina convenção no traje
exterior, de acordo com a moda estabelecida.
Capacete, porém, é indumentária de luta, esforço, defensiva.
E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não
dispõe de multo tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado
repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e
edificante.
Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança fiel
e prossigamos para a vitória suprema do bem."

("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 5 de junho de 2012

"NO RETOQUE DA PALAVRA"

"Cap. XI – Item 7"
 
"Seja onde for, não afirme: – “Detesto esse lugar!”
Cada criatura vive na terra dos seus credores.
Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!”
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.
Sentindo a mocidade, não assevere: – ”Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.
À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – ”Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
Perante o doente, não exclame: – ”Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.
Ao vizinho faltoso, nunca diga: “Dispenso-lhe a amizade.”
Todos somos interdependentes.
Sob o clima da provação, não se queixe: – ”Não suporto
mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
No cumprimento do dever, não clame: – ”Estou sozinho.”
Ninguém vive desamparado.
Colhido pelo desapontamento, não reclame: – ”Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.
À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda.”
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo."

(André Luiz, na obra "O Espírito da Verdade, Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"CAÍDOS"

"Reunião pública de 17-2-61 
1ª Parte, cap. VII, item 10"
 

"Aproxima-te dos caídos para ajudar.
Não suponhas, contudo, que eles sejam apenas os companheiros que encontras na estrada, em
decúbito, vitimados de inanição ou de desalento.
Assesta as lentes do espírito e surpreenderás os que jazem prostrados, embora garantam o
corpo em condição vertical, à maneira de torre inútil.
Entretanto, é preciso compreender para discernir.
Há os que caíram amando, sem saber que o afeto insensato os arrojarias trevas.
Há os que caíram em rijas cadeias, por ignorarem que as flores genuínas do lar costumam viver
no adubo do sofrimento.
Há os que caíram auxiliando, por desconhecerem que a caridade real pede apoio à renúncia.
Há os que caíram por devotamente à dignidade, transformando a Justiça em gládio de
intolerância.
Há os que caíram nos duros freios do orgulho, imaginando-se mais limpos e mais nobres que os
seus irmãos.
Há os que caíram no fogo das paixões delinqüentes, ateado por eles mesmos à própria senda.
Há os que caíram nas grades do ódio, por olvidarem que o perdão é sustento da vida.
E há ainda aqueles outros que caíram na miséria da usura, como se pudessem comer o dinheiro
que acumularam chorando...
Cada um deles traz a dor nos recessos da alma por elemento de correção.
Não lhes agrave, assim, o suplício moral, alargando-lhes as feridas.
Todos somos viajores nas trilhas da Terra, carregando fardos de imperfeições.
Hoje, podes estender os braços e levantar os que desfalecem.
Amanhã, porém, é novo dia de caminhada e, embora tenhamos a obrigação de orar e vigiar,
nenhum de nós sabe realmente se vai cair.
"

("Justiça Divina", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 3 de junho de 2012

"ALEGAS"


"Reunião pública de 25/3/60

Questão nº 220 - Parágrafo 16º"



"Alegas descrença da vida celestial por ausência da comprovação que

supões adequada, e viajas, ante a glória do firmamento, num gigantesco

engenho cósmico de nome “Terra”, a girar sobre si mesmo, com imensa

velocidade, em torno do Sol, e não pensas nisso.

Alegas que não compreendes como possam surgir irradiações do Espírito,

e te equilibras, cada dia, sob a luz solar que se expande na imensidão do

Espaço, a trezentos mil quilômetros por segundo, sem que lhe abordes a estrutura

mais íntima.

Alegas que não ouves a voz das Inteligências desencarnadas, e moras

num reino de ondas, de que as maiores estações emissoras dosam apenas

ínfima porção, transformando em sons articulados o que te parece solidão e silêncio.

Alegas que ninguém te explica por que processo se alimentam as almas,

com os fluidos sutis, e vives no oceano aéreo, nutrindo-te em maior grau dos

recursos imponderáveis da Natureza.

Alegas que a existência humana, fora da matéria física, é inaceitável por

tornar-se invisível; entretanto, quanta coisa invisível consideras real!

Alegas a impossibilidade da materialização transitória dos amigos que já

transpuseram as fronteiras do túmulo, e, apesar das notáveis observações da

genética, desconheces como nasceste entre as formas carnais, tanto quanto

ignoras os processos por que te desenvolves.

*

Não te lamentes, porém, quanto à falta de elementos mediúnicos para o

levantamento das boas obras.

Não te condiciones a informes alheios para ajudar.

Todos possuímos vasta provisão de sementes e luzes do Conhecimento

Superior e estamos convictos de que fomos chamados para servir.

O que Jesus ensinou, há quase dois milênios, tem força de verdade para

todos os séculos, e a mensagem desse ou daquele arauto do Evangelho, aos

ouvidos de alguém, é lição para todos nós.

Importa, acima de tudo, estender o bem, entendendo-se que o bem

verdadeiro será sempre o bem que façamos aos outros.

Toma alguns grãos de trigo, achados na rua, a esmo...

Não sabes de onde vieram; no entanto, se resolves plantá-los, inda hoje,

com respeito e carinho, em breve as leis de Deus, sem que as vejas agindo,

deles farão no solo, em teu próprio favor, vasto e belo trigal."

("Seara dos Médiuns", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"PETIÇÃO E RESPOSTA"



"Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da

vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado.

Buscando as concessões do Céu, desistamos de lhes opor a barreira dos nossos

caprichos próprios.

* * *

Suplicamos no mundo: Senhor, dá-nos a paz.

Se persistimos, no entanto, a remoer conflito e ressentimento, cozinhando mágoas e

esquentando desarmonia, decerto que a tranqüilidade só encontrará caminho para morar

conosco, quando tivermos esquecido as farpas da dissensão.

* * *

Imploramos: Senhor, dá-nos saúde.

Se continuamos, porém, acalentando sintomas e solenizando quadros mentais

enfermiços, é indiscutível que o remédio só terá eficácia, em nosso auxílio, quando

estivermos decididos a liquidar com as idéias de lamentação e doença.

* * *

Pedimos: Senhor, dá-nos prosperidade.

Mas se teimamos em dilapidar o tempo, reclamando contra o destino e hospedando

chorosas rebeldias, é forçoso reconhecer que só adquiriremos progresso e reconforto,

quando largamos queixa e azedume, concentrando esforços em melhoria e trabalho.

* * *

Rogamos: Senhor, dá-nos compreensão.

Se prosseguirmos, entretanto, censurando e criticando os outros, a descortinar faltas

alheias, sem cogitar das próprias deficiências, é óbvio que só atingiremos a luz e a

segurança do entendimento, quando nos voltarmos sinceramente para dentro de nós

mesmos, verificando que somos tão humanos e tão falíveis quanto aqueles irmãos dos

quais nos julgávamos muito acima.

* * *

Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber a

Bênção Divina, procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas

petições, a fim de oferecer à Bênção Divina, clima de aceitação, base e lugar."

("Rumo Certo", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)