"A vida é luz, doação, alegria e movimento.
A morte é sombra, egoísmo, desalento e inércia.
Analisa as forças vivas que te rodeiam e observarás a natureza a desfazer-se em
cânticos de trabalho e de amor, assegurando-te bem estar.
É a árvore a crescer na produção intensiva, o manancial em atividade constante
para garantir-te a existência, a atmosfera a refazer sem cessar os elementos com
que te preserva a saúde e o equilíbrio..
Mas, não longe de ti podes ver igualmente a morte no poço estagnado em que as
águas se corrompem, na enxada inútil que a ferrugem devora, no fruto
desaproveitado que a corrupção desagrega..
Depende de ti acordar e viver, valorizando o tempo que o Senhor te confere,
estendendo o dom de auxiliar e aprender, amar e servir.
Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice
e do túmulo para o berço, à maneira de almas entorpecidas no egoísmo e na
rebelião, na ociosidade ou na delinqüência, a que irrefletidamente se acolhem.
Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem
concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e
vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem
qualquer proveito para o mundo que os agasalha.
Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de
piedade, porquanto à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios,
preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas.
Lembra os talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o
cérebro e o coração e, fazendo verter o Brilho do Bem, através de teu verbo e de
tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do
aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção da Vida
Imperecível."
(Emmanuel, na obra "Coragem", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
"MÉDIUNS E MEDIUNIDADES"
"Cap. XXVI – Item 10"
"No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades
mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio
Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegarlhe
o espírito em discórdia.
“Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago
ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria
pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem
guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos,
decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas,
e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse
os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio.”
E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que
tudo, no campo da seqüência da natureza, é solidariedade e cooperação.
Se os braços desaparecerem, os pés se fazem mais ágeis; em
sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a
visão surge apagada, o tacto mais amplamente se desenvolve; se o
baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de
modo a satisfazer as necessidades do sangue.
Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um
grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium
possui tarefa específica.
Esse esclarece...
Aquele consola...
Outro pensa feridas...
Aquele outro anula perturbações...
Esse incorpora sofredores angustiados...
Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande
beneficência...
Outro recebe a palavra construtiva...
Aquele outro se incumbe da mensagem santificante...
Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora,
a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o
verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio
abençoa.
Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do
profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-
gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto a
cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção
que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.
E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a
ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no
santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus-Cristo – o
Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais
altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina
essência da Sua lição divina:
– ”A cada qual por suas obras”
(Cairbar Schutel, na obra "O Espírito da Verdade", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
"MISSÕES"
"Reunião pública de 27-3-61
1a. Parte, cap. III item 14."
"Aspiras à posição dos grandes administradores; entretanto, não sopesas as
responsabilidades que lhes requeimam a fronte, quais invisíveis anéis de fogo.
Anelas o renome dos grandes juízes, mas não sabes em quantas ocasiões padecem,
agoniados, para não caírem nos erros de consciência.
Desejas a fama dos grandes cientistas; contudo, não indagas quanto ao preço que pagam à
disciplina, para manterem fidelidade às suas obrigações.
Queres as vantagens dos grandes industriais; no entanto, desconheces a imensa luta em
que se desgastam.
Abraça a atividade singela que o mundo te reservou, respeitando a importância da vida.
Se a experiência de sacrifício te chama a decifrar-lhe os segredos, lembra-te do alicerce que
se esconde no solo, preservando a segurança da construção.
Se o apostolado familiar é a renúncia que te compete, recorda que não existem
personalidades notáveis, entre os homens, sem o devotamento silencioso de mães e pais,
professores e companheiros que se apagam, pouco a pouco, a fim de que elas se levantem
na evidência terrestre, à feição das obras-primas de estatuária, em pedestais obscuros.
O arado que semeia é irmão da pena que escreve.
A cozinha dedicada à química do alimento é outra face do laboratório consagrado à química
das aplicações científicas.
Diante da Lei, todas as tarefas do bem são missões de caráter divino.
Atende, pois, de coração alegre, ao dever que te cabe, e, se ninguém na Terra dá conta de
teus passos, ignorando-te a presença, nem por isso abandones o trabalho humilde que a
vida te confiou, na certeza de que Deus é também o Grande Anônimo, a ensinar-nos, na
base de toda a sabedoria e de todo o amor, que o mais alto privilégio é servir e servir."
("Justiça Divina", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
1a. Parte, cap. III item 14."
"Aspiras à posição dos grandes administradores; entretanto, não sopesas as
responsabilidades que lhes requeimam a fronte, quais invisíveis anéis de fogo.
Anelas o renome dos grandes juízes, mas não sabes em quantas ocasiões padecem,
agoniados, para não caírem nos erros de consciência.
Desejas a fama dos grandes cientistas; contudo, não indagas quanto ao preço que pagam à
disciplina, para manterem fidelidade às suas obrigações.
Queres as vantagens dos grandes industriais; no entanto, desconheces a imensa luta em
que se desgastam.
Abraça a atividade singela que o mundo te reservou, respeitando a importância da vida.
Se a experiência de sacrifício te chama a decifrar-lhe os segredos, lembra-te do alicerce que
se esconde no solo, preservando a segurança da construção.
Se o apostolado familiar é a renúncia que te compete, recorda que não existem
personalidades notáveis, entre os homens, sem o devotamento silencioso de mães e pais,
professores e companheiros que se apagam, pouco a pouco, a fim de que elas se levantem
na evidência terrestre, à feição das obras-primas de estatuária, em pedestais obscuros.
O arado que semeia é irmão da pena que escreve.
A cozinha dedicada à química do alimento é outra face do laboratório consagrado à química
das aplicações científicas.
Diante da Lei, todas as tarefas do bem são missões de caráter divino.
Atende, pois, de coração alegre, ao dever que te cabe, e, se ninguém na Terra dá conta de
teus passos, ignorando-te a presença, nem por isso abandones o trabalho humilde que a
vida te confiou, na certeza de que Deus é também o Grande Anônimo, a ensinar-nos, na
base de toda a sabedoria e de todo o amor, que o mais alto privilégio é servir e servir."
"MISERICÓRDIA SEMPRE"
"Conta-se que Jesus, após haver lançado a parábola do Bom Samaritano,
entraram os apóstolos no exame da conduta dos personagens da narrativa.
E porque traçassem fulminativas reprovações, em torno de alguns deles, o Cristo
prosseguiu no ensinamento para lá do contato público:
- “Em verdade, - acentuou o Mestre, - referindo-nos ao próximo, ante as
indagações do doutor da Lei, à frente do povo, a lição de misericórdia tem raízes
profundas.
Quem passasse irradiando amor na estrada, onde o viajante generoso
testemunhou a solidariedade, encontraria mais amplos motivos para compreender
e auxiliar.
Além do homem ferido e arrojado ao pó claramente necessitado de socorro, teria
cuidado de apiedar-se do sacerdote e do levita, mergulhados na obsessão do
egoísmo e carecentes de compaixão;simpatizar-se-ia com o hoteleiro,
endereçando-lhe pensamentos de bondade que o sustentassem no exercício da
profissão; compadecer-se-ia dos malfeitores, orando por eles, a fim de que se
refizessem, perante as leis da vida, e, tanto quanto possível ampararia a vítima
dos ladrões, estendendo igualmente as mãos operosas e amigas ao samaritano
da caridade, para que se lhe não esmorecessem as energias na tarefas do bem”.
E diante dos companheiros surpreendidos o Mestre rematou:
_ “Para Deus, todos somos filhos abençoados e eternos, mas enquanto a
misericórdia não se nos fixar nos domínios do coração, em verdade não teremos
atingido o caminho da paz e o reino do amor”."
("Emmanuel, na obra "Coragem", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)
entraram os apóstolos no exame da conduta dos personagens da narrativa.
E porque traçassem fulminativas reprovações, em torno de alguns deles, o Cristo
prosseguiu no ensinamento para lá do contato público:
- “Em verdade, - acentuou o Mestre, - referindo-nos ao próximo, ante as
indagações do doutor da Lei, à frente do povo, a lição de misericórdia tem raízes
profundas.
Quem passasse irradiando amor na estrada, onde o viajante generoso
testemunhou a solidariedade, encontraria mais amplos motivos para compreender
e auxiliar.
Além do homem ferido e arrojado ao pó claramente necessitado de socorro, teria
cuidado de apiedar-se do sacerdote e do levita, mergulhados na obsessão do
egoísmo e carecentes de compaixão;simpatizar-se-ia com o hoteleiro,
endereçando-lhe pensamentos de bondade que o sustentassem no exercício da
profissão; compadecer-se-ia dos malfeitores, orando por eles, a fim de que se
refizessem, perante as leis da vida, e, tanto quanto possível ampararia a vítima
dos ladrões, estendendo igualmente as mãos operosas e amigas ao samaritano
da caridade, para que se lhe não esmorecessem as energias na tarefas do bem”.
E diante dos companheiros surpreendidos o Mestre rematou:
_ “Para Deus, todos somos filhos abençoados e eternos, mas enquanto a
misericórdia não se nos fixar nos domínios do coração, em verdade não teremos
atingido o caminho da paz e o reino do amor”."
sexta-feira, 6 de abril de 2012
"NA GLEBA DO MUNDO"
"Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende.
Este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”.
- JESUS. (Mateus, 13:23.).
"Efetivamente, a vida é comparável ao trato de solo que nos é concedido cultivar.
Ergue-te, cada dia, e ampara o teu campo de serviço, a fim de que te incumbes. O terreno é
o próximo que te propicia colheita.
Lavrar o talhão é dar de nós sem pensar em nós.
Basta plantes o bem para que o bem te responda. Para isso, no entanto, é imperioso agir e
perseverar no trabalho.
Nunca esmorecer.
Qual ocorre na lavoura comum, é preciso contar com aguaceiro e canícula, granizo e vento,
praga e detrito.
Não valem reclamações. Remova a dificuldade e prossegue firme.
Acima de tudo, importa o rendimento da produção para o benefício de todos.
Se alguém te despreza, menoscabando a suposta singeleza do encargo que te coube,
esquece a incompreensão alheia e continua plantando para abastança geral.
Muita gente não se recorda de que o pão alvo sobe à mesa à custa do suor de quantos
mergulham as mãos no barro da gleba, a fim de que a semente possa frutificar.
Quando essa ou aquela pessoa te requisite a descanso, sem que a tua consciência acuse
fadiga, não acredites nessa ilusão.
A ferrugem do ócio consome o arado muito mais que a movimentação no serviço.
Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.
Não duvides, nem temas.
Dá o melhor de ti mesmo a Seara da vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas,
pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a messe do triunfo."
("Ceifa de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
Este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”.
- JESUS. (Mateus, 13:23.).
"Efetivamente, a vida é comparável ao trato de solo que nos é concedido cultivar.
Ergue-te, cada dia, e ampara o teu campo de serviço, a fim de que te incumbes. O terreno é
o próximo que te propicia colheita.
Lavrar o talhão é dar de nós sem pensar em nós.
Basta plantes o bem para que o bem te responda. Para isso, no entanto, é imperioso agir e
perseverar no trabalho.
Nunca esmorecer.
Qual ocorre na lavoura comum, é preciso contar com aguaceiro e canícula, granizo e vento,
praga e detrito.
Não valem reclamações. Remova a dificuldade e prossegue firme.
Acima de tudo, importa o rendimento da produção para o benefício de todos.
Se alguém te despreza, menoscabando a suposta singeleza do encargo que te coube,
esquece a incompreensão alheia e continua plantando para abastança geral.
Muita gente não se recorda de que o pão alvo sobe à mesa à custa do suor de quantos
mergulham as mãos no barro da gleba, a fim de que a semente possa frutificar.
Quando essa ou aquela pessoa te requisite a descanso, sem que a tua consciência acuse
fadiga, não acredites nessa ilusão.
A ferrugem do ócio consome o arado muito mais que a movimentação no serviço.
Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.
Não duvides, nem temas.
Dá o melhor de ti mesmo a Seara da vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas,
pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a messe do triunfo."
("Ceifa de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
"ACONTECE O MELHOR"
"Rendição a Deus, a atitude certa para a vitória na vida.
Essa entrega, porém, não significa desistência de ação ou moleza espiritual.
Primeiro, o dever retamente cumprido. Depois, a aceitação. Nessa base,
reconheceremos que as circunstâncias nos trazem aquilo de melhor que a existência nos
possa oferecer.
No mecanismo das ocorrências, a oração ou o desejo expressam o pedido. Os
acontecimentos posteriores consubstanciam a resposta da vida; e quem cumpre as
obrigações que a vida lhe assinala, mantém a consciência segura e habilitada seja ao
entendimento, seja à conformação.
No espírito harmonizado com a execução dos próprios compromissos, não há
lugar para o desespero. Se alguma dor aparece, ela se representa como sendo o mal
menor frustrando calamidades pendentes; problemas inesperados exprimem dilações
necessárias em assuntos graves, cuja solução imediata geraria conflitos ainda mais
inquietantes; supostas ingratidões repontam do solo afetivo, à maneira de poda na
árvore da existência, favorecendo mais ampla produção de felicidade e paz; e a própria
morte natural, quando visite o lar terrestre, às vezes menos compreendida, è providencia
abençoada, evitando calvários pessoais e domésticos ou coibindo acontecimentos
funestos de resultados imprevisíveis.
Ante as dificuldades do cotidiano, silenciemos quaisquer impulsos à rebeldia, e
calemos reações irrefletidas à frente dos empeços da estrada.
Deus responde certo.
Atendamos ao trabalho que as circunstâncias nos preceituam e, depois do dever
cumprido, aceitemos o que vier, na certeza de que para a consciência tranqüila acontece
o melhor."
("Alma e Coração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
Essa entrega, porém, não significa desistência de ação ou moleza espiritual.
Primeiro, o dever retamente cumprido. Depois, a aceitação. Nessa base,
reconheceremos que as circunstâncias nos trazem aquilo de melhor que a existência nos
possa oferecer.
No mecanismo das ocorrências, a oração ou o desejo expressam o pedido. Os
acontecimentos posteriores consubstanciam a resposta da vida; e quem cumpre as
obrigações que a vida lhe assinala, mantém a consciência segura e habilitada seja ao
entendimento, seja à conformação.
No espírito harmonizado com a execução dos próprios compromissos, não há
lugar para o desespero. Se alguma dor aparece, ela se representa como sendo o mal
menor frustrando calamidades pendentes; problemas inesperados exprimem dilações
necessárias em assuntos graves, cuja solução imediata geraria conflitos ainda mais
inquietantes; supostas ingratidões repontam do solo afetivo, à maneira de poda na
árvore da existência, favorecendo mais ampla produção de felicidade e paz; e a própria
morte natural, quando visite o lar terrestre, às vezes menos compreendida, è providencia
abençoada, evitando calvários pessoais e domésticos ou coibindo acontecimentos
funestos de resultados imprevisíveis.
Ante as dificuldades do cotidiano, silenciemos quaisquer impulsos à rebeldia, e
calemos reações irrefletidas à frente dos empeços da estrada.
Deus responde certo.
Atendamos ao trabalho que as circunstâncias nos preceituam e, depois do dever
cumprido, aceitemos o que vier, na certeza de que para a consciência tranqüila acontece
o melhor."
("Alma e Coração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
"NA ESCOLA DA VIDA"
"Reunião pública de 13-3-61
1ª Parte, cap. VII, § 23"
"De alma confrangida, observas os semelhantes, considerados na Terra em faltas e culpas
maiores que as tuas.
De muitos deles, tens notícias que assombram, e sabes de outros muitos positivamente
estirados na delinqüência.
Agitam-se alguns, por ignorância, sob as tenazes do crime.
Vários conhecem que amargas conseqüências recolherão, mais tarde, e, apesar disso
rendem-se, inermes, às garras da tentação.
Declaram-se outros adeptos da virtude e rolam na crueldade.
E outros, ainda, que te animavam à fé, permanecem na retaguarda, entregues ao
desespero...
Junto deles, há quem diga: “são almas empedernidas”.
E, há quem reforce: “são feras em forma humana”
Entretanto, ainda mesmo te arroles entre as vítimas, carregando o peito dilacerado, não
ergas a voz para persegui-los. Estão marcados em si mesmos pelo remorso que trazem no
seio.
Não é necessário te aproximes com vergastas para zurzir-lhes a carne. Além de sitiados na
dor do arrependimento, quase sempre transitam em cárceres de amargura ou respiram
exilados do carinho doméstico, sorvendo lágrimas de aflição.
Em lugar de fel e desprezo, dá-lhes amor e esperança, a fim de que despertem a vontade
entorpecida para o campo do bem.
Diante de todos eles, nossos irmãos enganados na sombra, abençoa e ora... e, se te
agridem, desvairados e inconscientes, abençoa e ora de novo, na certeza de que Deus a
ninguém abandona e, ainda mesmo para os filhos mais depravados, providenciará reajuste,
através da reencarnação, que é a escola da vida, a levantar-se, divina, do bendito colo de
mãe."
("Justiça Divina", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
terça-feira, 3 de abril de 2012
"CARIDADE E RIQUEZA"
“ Pois somos a feitura dele, criados em Jesus Cristo
para boas obras.” – Paulo – (EFÉSIOS, 2:10)
"Se acreditas que apenas o ouro é base corrente da caridade, lembra-te de Jesus,
que enriqueceu a terra sem possuir uma pedra onde repousar a cabeça.
Descerrando o próprio coração, ei-lo a espalhar os bens imarcescíveis do Espírito.
Fez luzir a estrela da humildade à frente dos poderosos.
Ensinou aos discípulos a verdade sem afetação.
Deu assistência aos enfermos.
Forneceu coragem aos desalentados.
Ministrou consolação aos aflitos.
Imprimiu visão nova aos olhos de Madalena.
Acendeu súbita claridade no ânimo de Zaqueu. Envolveu em compassivo
entendimento a incompreensão de Judas.
Cercou de bondade o esmorecimento de Simão Pedro.
Endereçou bênçãos de compaixão à turba desenfreada aos pés da cruz.
Brindou o mundo com o esquecimento do mal, retomando-lhe o convívio, depois do
túmulo.
Recorda, pois, que também podes distribuir das riquezas que fluem de ti próprio,
cuja aquisição é inacessível à moeda comum.
Oferece aprovação e estímulo ao bem, apoio e conforto à dor...
Estende ternura e simpatia, concurso e fraternidade...
Espalha compreensão e esperança entre aqueles com quem convives e recebe com
gentileza e bondade aqueles que te procuram...
Não aguardes sobras na bolsa para atender aos planos da caridade.
Lembra-te de que o amor é inesgotável na fonte do coração, e de que Jesus, ainda
hoje, com Deus e com o amor, vem multiplicando, dia a dia, os eternos tesouros da
Humanidade."
("Palavras da Vida Eterna", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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