sábado, 3 de dezembro de 2011

"ATAQUE NAS BOAS OBRAS"


"Um problema existe no campo das boas obras, que surge, de vez em vez, a
pedir-nos paciência e reflexão - o problema do ataque.
Reconheçamos que os irmãos mais particularmente chamados a servir são
aqueles que se mostram mais intensivamente policiados por incessante e geral
observação.
Freqüentemente, por esse motivo, para eles se encaminha o rigor de nossa
vigilância, porquanto aspiramos vê-los sem qualquer momento infeliz.
Fácil anotar que, de hábito, cada um de nós, entre os que nos dirigem ou nos
obedecem, anela encontrar criaturas tão perfeitas quanto possível. Se nos achamos em
subalternidade, queremos possuir chefes que se nos façam espelhos cristalinos de bons
exemplos, e, se comandamos, eis-nos a disputar cooperadores, às vezes até mesmo
mais eficientes que nós próprios. Acontece, porém, que reponta o dia em que aparecem
neles as imperfeições e fraquezas inerentes a nós todos - os espíritos em evolução na
Humanidade Terrestre - e choca-se-nos o ideal com a realidade. Quando desprevenidos,
atiramo-nos à censura sem perceber, ameaçando, em muitas circunstâncias a
estabilidade das tarefas que mais amamos, ao modo de tresloucado escultor que se
precipitasse a exigir a obra-prima de um dia para outro, golpeando o mármore
impensadamente.
Por ocasião de quaisquer ataques, no âmbito das realizações nobres em que nos
encontremos afeiçoados, verificaremos, assim, sem qualquer dificuldade, que eles são
endereçados geralmente aos companheiros que estão trabalhando e produzindo o bem
de todos, mesmo porque, em verdade, nas construções respeitáveis, não há tempo a
perder com os irmãos ainda voluntariamente estirados na inércia.
À vista disso, nos momentos de crítica, levantamentos uma pausa dedicada à
oração, porque o Senhor nos alumiará, norteando-nos a atitude; se houver erro a
corrigir, alcançaremos o tato da caridade para saná-lo no reajuste; se nos achamos
atacados, desculparemos, de imediato, quaisquer ofensas, multiplicando as próprias
forças na precisa abnegação; e se estamos atacando alguém, aprenderemos, para logo, a
identificar o lado bom da pessoa, situação, acontecimento ou circunstância que nos
preocupem na causa edificante a que tenhamos empenhado o coração.
Na hora do ataque, seja qual for, recorramos ao apoio da bondade e ao recurso
da prece, de vez que a oração e a misericórdia nos trarão um raio de luz da Mente
Divina, ensinando-nos a ver compreender, amparar e harmonizar, auxiliar e servir."

("Alma e Coração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"ASSIM DE MOMENTO"


"Assim de momento, você, de fato:
não pode esconder a moléstia renitente ou irreversível que lhe promove o
aperfeiçoamento espiritual;
não pode livrar-se do defeito físico inarredável;
não dispõe de recursos para desconhecer o parente difícil;
não consegue liberar-se dos conflitos íntimos com que haja renascido, atendendose
a fins determinados;
não liquidará, de vez, todas as dívidas que terá assumido diante dos outros;
vão se liberará da influência dos adversários gratuitos;
não estará sem as ironias e incompreensões que se lhe espalhem na estrada;
não viverá sem problemas educativos…
Mas você pode aceitar tudo isso e, da aceitação construtiva de todos os percalços
que porventura lhe assinalem a existência, você pode partir para o esforço de
trabalhar, melhorando a você mesmo a fim de render, tanto quanto possa, no bem
de todos, de vez que, colaborar no bem de todos, é o caminho para a verdadeira
felicidade."

(Albino Teixeira, na obra "Coragem", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

"O MAIS DIFÍCIL"


"Diante das águas calmas, Jesus refletia.
Afastara-se da multidão, momentos antes.
Ouvira remoques e sarcasmos.
Vira chagas e aflições.
O Mestre pensava...
*
Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um
momento raro? E ensaiaram perguntas.
- Senhor – disse João - , qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?
E o Divino passou a responder:
- Amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
- E qual a virtude mais preciosa? – indagou Tadeu.
- A humildade.
- Qual o talento mais nobre, Senhor? – falou Tiago.
- O trabalho.
- E a norma de triunfo mais elevada? – indagou Bartolomeu.
- A persistência no bem.
- Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever? – aventurou Tadeu novamente.
- Amar a todos, a todos servindo sem distinção.
- Oh! Isso é quase impossível – gemeu o aprendiz.
- A maldade é atributo de todos – clamou Tiago - ; faço o bem quanto posso, mas
apenas recolho simples espinhos de ingratidão.
- Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte – acentuou outro discípulo.
- Tenho encontrado mãos para auxiliar – disse outro.
E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.
João, contudo, voltou a interrogá-lo:
- Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?
Jesus sorriu e declarou:
- A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em
silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar... A aquisição mais difícil
para nós todos chama-se paciência."

("A Vida Escreve", Hilário Silva/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"PACIÊNCIA"


"Onde estejas, apresentar o nome que te assinala, a idéia que te dirige, a roupa que te
acolhe e os sinais que te identificam.
Em teu benefício próprio não olvides carregar onde fores a energia da paciência que te
garanta a serenidade.
Se alguém te anuncia catástrofes iminentes, qual se trouxesse na boca o vozerio das
trevas, ouça com paciência e perceberás que a vida permanece atuante, acima de
todas as calamidades, à maneira do sol que brilha invariável, sobre todos os
aguaceiros.
Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e
colherás dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda.
Diante do golpe que te alcança as fibras mais íntimas, suportam com paciência as
dores do reajuste e cicatrizarão valorosamente as chagas do coração conquistando os
louros da experiência.
Padeces inesperada injúria dos entes amados que te devem carinho, no entanto, passa
por ela com paciência e, amanhã, ser-te-ão mais afeiçoados e mais amigos.
Tolera a deserção de companheiros queridos que te deixam nas mãos o sacrifício de
duras tarefas acumuladas, contudo, prossegue com paciência no trabalho que o mundo
te reservou e mais tarde, teus ideais e serviços se erigirão por alimento e refúgio em
favor deles mesmos.
Irritação é derrota prévia.
Queixa é adiamento do melhor a fazer.
Reclamar é complicar.
Censurar é destruir.
Em todos os males que te firam, usa a dieta da paciência assegurando a própria
restauração.
E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta,
inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos
encontramos de pé, em virtude da paciência inexaurível de Deus."

(Emmanuel, na obra "Ideal Espírita", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

"RECADO DE COMPANHEIRO"


A
"Nas estradas em que palmilhas, eu também já palmilhei...
Pelos caminhos em que vais, eu também já fui...
Nas experiências que vives, eu também já vivi...
Pelos abismos que atravessas, eu também já atravessei...
Nas dores em que sofres, eu também já sofri...
Pelas quedas em que te feres, eu também já me feri...
Aceita, portanto, meu irmão, esse recado singelo de quem tem aprendido a
levantar de tanto tropeçar nas experiências da vida:
_ Abre o tem coração e entrega-te a Jesus."

(Irmão José, na obra "Fé", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"O LIVRO ESPÍRITA"


"O livro espírita é luz – clareia o nosso entendimento.
O livro espírita é bússola – norteia os nossos passos.
O livro espírita é pão – alimenta a nossa fé.
O livro espírita é remédio – balsamiza as nossas dores.
O livro espírita é fonte de água pura – sacia a nossa sede.
O livro espírita é sempre o nosso melhor amigo nos caminhos da elevação.
Adquiri-lo é importante.
Lê-lo é imprescindível.
Estudá-lo é sabedoria.
Divulgá-lo é dever.
Agradeçamos a Deus pela bênção do livro genuinamente espírita, em cujas
páginas luminescentes encontramos o Pensamento Vivo dos Espíritos Superiores que
ditaram a Codificação a Allan Kardec, na revivescência do Evangelho de Jesus."

(Albino Teixeira, na obra "Confia e Serve", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

"LEGENDA ESPÍRITA"



"Cap. XV – Item 10"

"O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra
fértil.
O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os
defeitos.
O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura.
O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola.
Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da
máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência
se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de
trabalho e devotamento.
O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim
de ajudar-lhes a solução; contudo, para atender em semelhante
mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento
e serviço.
É por essa razão que interpretando o conceito “salvar” por “livrar
da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no
luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:
– ”Fora da caridade não há salvação.”

(Bezerra de Menezes, na obra"O Espírito da Verdade", Vários Espíritos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"AÇÃO-BONDADE"



"A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.
O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente
não tem limite.
Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando
recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do
interesse pessoal grandemente pernicioso.
O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.
A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador,
sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não
pedindo nada.
O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio
e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua
imprescindibilidade.
*
Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua
recompensa.
Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a
favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.
Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a
tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade.
Ninguém te saberá o nome, no entanto o pensamento dos
beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo
elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.
Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos,
homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os
ajudam, coisa alguma poderiam produzir.
Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não
os que brilham nos veículos da Comunicação.
Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade
de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na
taça da felicidade de servir."

("Episódios Diários", Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)